O Morro dos Ventos Uivantes

O Morro dos Ventos Uivantes

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Ninguém além de mim sequer fazia a gentileza de chamar sua atenção para a própria sujeira e lhe pedir que fosse se lavar uma vez por semana, e as crianças da sua idade raramente encontram prazer natural no uso do sabão e da água. Portanto, e sem mencionar suas roupas, que já traziam três meses de lama e poeira acumuladas, nem o cabelo grosso e desgrenhado, a superfície do rosto e das mãos estava desanimadoramente encardida. Era compreensível que tivesse ido se esconder atrás do sofá ao ver entrar em casa uma dama tão radiante e graciosa, em vez de uma contrapartida feminina sua, como esperava.

– Heathcliff não está? – perguntou ela, tirando as luvas e exibindo dedos maravilhosamente brancos de não fazer nada e ficar dentro de casa o tempo todo.

– Heathcliff, pode sair daí – chamou o sr. Hindley, divertindo-se com o desconforto do rapaz e satisfeito com a péssima impressão que seria obrigado a causar. – Venha dar as boas-vindas à srta. Catherine, assim como os outros criados.

Cathy, vendo de relance o amigo em seu esconderijo, correu para abraçá-lo, deu sete ou oito beijos em seu rosto em menos de um segundo, então parou, recuando e irrompendo numa risada, até que exclamou:


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