O Morro dos Ventos Uivantes
O Morro dos Ventos Uivantes – Venha logo, Heathcliff! – chamei. – Está tão agradável lá na cozinha, e Joseph foi para o quarto; venha logo e deixe-me arrumá-lo antes que a srta. Cathy apareça. Vocês então vão poder se sentar juntos, a lareira toda ao seu dispor, e conversar bastante até a hora de dormir.
Ele continuou o que estava fazendo, sem em nenhum momento voltar a cabeça em minha direção.
– Mas então... você não vem? – continuei. – Fiz um bolinho para cada um, e você vai precisar de meia hora para se arrumar.
Esperei cinco minutos, mas, sem receber resposta, acabei indo embora. Catherine ceou com o irmão e a cunhada; Joseph e eu fizemos uma refeição pouco sociável, temperada com censuras de um lado e atrevimento do outro. O bolo e o queijo de Heathcliff ficaram a noite toda na mesa, para as fadas. Ele deu um jeito de continuar trabalhando até as nove, depois marchou, calado e sisudo, para o quarto.
Cathy ficou acordada até tarde, tendo mil coisas a preparar para a visita dos novos amigos. Foi à cozinha uma vez, falar com seu velho amigo, mas ele não estava, e foi embora depois de perguntar qual era o problema com ele.