O Morro dos Ventos Uivantes

O Morro dos Ventos Uivantes

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NESSE PONTO DA HISTÓRIA, a governanta olhou de relance para o relógio acima da chaminé; ficou espantada ao ver os ponteiros marcando uma e meia. Não quis ficar nem mais um segundo. Na verdade, eu próprio já queria deixar o restante da narrativa para outra ocasião. E agora que ela foi descansar e fiquei imerso ainda em reflexões por mais uma hora ou duas, devo criar coragem para fazer o mesmo, apesar do torpor que toma conta do meu corpo.


48. Nelly canta os versos de uma balada dinamarquesa, “Svend Dyring”. O tema da balada se alinha à derrocada de Hindley e aos maus-tratos que dedica a seu filho, Hareton, depois da morte da mãe.

49. Oriundo da Magna Grécia (séc.VI a.C.), Mílon foi exímio lutador, vencedor de inúmeros festivais atléticos gregos e, segundo comentadores, líder militar. A passagem faz menção à sua morte. Consta, em Estrabão e Pausânias, que Mílon encontrara num bosque um tronco cuja rachadura estava preenchida por cunhas. Numa demonstração de força, quis enfiar as mãos no lugar das cunhas para rachar a madeira usando apenas os braços; no entanto, ao tirá-las, a rachadura cedeu, e suas mãos ficaram presas na fenda da árvore. Sem conseguir se soltar, Mílon morreu devorado por lobos.


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