O Morro dos Ventos Uivantes
O Morro dos Ventos Uivantes E olhou fixamente para o objeto da conversa, como se estivesse diante de um animal repugnante – uma centopeia das Ãndias, por exemplo, que a curiosidade leva o observador a examinar, apesar da aversão que suscita.
A pobrezinha não podia suportar isso; empalideceu e enrubesceu numa rápida sucessão e, enquanto as lágrimas se avolumavam entre seus cÃlios, usou de toda força de seus dedos pequeninos para soltar o aperto forte de Catherine. Percebendo que assim que soltava um dedo outro apertava ainda mais, de modo que não conseguia escapar, começou a fazer uso das unhas, que logo decoravam as mãos de sua torturadora com crescentes vermelhos.
– Parece um tigre! – exclamou a sra. Linton, soltando-a e sacudindo a mão de dor. – Vá embora, pelo amor de Deus, e esconda essa cara de megera! Que tolice revelar essas garras a ele. Será que não pode imaginar as conclusões que vai tirar? Olhe, Heathcliff! Esses instrumentos podem causar a morte... você precisa tomar cuidado com seus olhos.
– Eu as arrancaria dos dedos, se por acaso me ameaçassem – respondeu ele brutalmente, quando a porta se fechou atrás de Isabella. – Mas o que deu em você para implicar desse jeito com a criatura, Cathy? Você não falava a verdade, falava?