O Morro dos Ventos Uivantes

O Morro dos Ventos Uivantes

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– Ah, cĂ©us! Nos velhos tempos, vocĂȘ seria nomeado cavaleiro! – exclamou a sra. Linton. – Fomos vencidos! Fomos vencidos! Seria mais fĂĄcil o rei marchar com seu exĂ©rcito contra uma colĂŽnia de ratos do que Heathcliff erguer um dedo contra vocĂȘ. Anime-se! Nada vai lhe acontecer. Homens como vocĂȘ nĂŁo sĂŁo cordeiros, sĂŁo uma lebrezinha que ainda nĂŁo foi desmamada.

– Desejo-lhe felicidades com esse covarde com sangue de barata, Cathy! – disse seu amigo. – Felicito-a pela escolha. E essa Ă© a coisa trĂȘmula e babosa que preferiu a mim! Jamais o acertaria com meu punho, mas poderia chutĂĄ-lo, com o que teria grande satisfação. EstĂĄ chorando ou serĂĄ que vai desmaiar de medo?

O sujeito se aproximou e deu um empurrão na cadeira em que Linton se apoiava. Era melhor que não tivesse feito nada: meu patrão se pÎs de pé num salto e lhe deu um soco na garganta que teria derrubado um homem menos corpulento.

O outro ficou sem ar por um minuto, e, enquanto sufocava, o sr. Linton saiu para o pĂĄtio pela porta dos fundos e dali para a entrada principal.

– Pronto! Agora vocĂȘ nĂŁo vai mais poder vir aqui – exclamou Catherine. – VĂĄ embora! Ele hĂĄ de voltar com um monte de pistolas e meia dĂșzia de assistentes. Se ouviu o que dizĂ­amos, jamais hĂĄ de perdoĂĄ-lo. VocĂȘ agiu mal comigo, Heathcliff! Mas vĂĄ, depressa! Prefiro ver Edgar em maus lençóis do que vocĂȘ.


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