O Morro dos Ventos Uivantes
O Morro dos Ventos Uivantes – Isso não é nada – sussurrei. Não queria que ele cedesse, embora não pudesse evitar um receio no fundo do meu próprio coração.
– Ela tem sangue nos lábios! – disse ele, estremecendo.
– Não ligue! – respondi, acidamente. E lhe contei como ela decidira, antes da chegada dele, encenar um ataque de nervos.
Não tive a prudência de dizer isso em voz baixa. A patroa me ouviu, levantou num salto, o cabelo esvoaçando sobre os ombros, os olhos dardejando, os músculos do pescoço e dos braços anormalmente protuberantes. Eu me preparei para ter os ossos partidos, no mínimo, mas ela só olhou ao redor por um momento e saiu depressa da sala.
O patrão me mandou segui-la; obedeci, até a porta do seu quarto. Ela não me deixou entrar, trancando-se ali.
Como não desceu para o café da manhã, no dia seguinte, fui lhe perguntar se queria que eu o servisse no quarto.
– Não! – respondeu, peremptória.
A mesma pergunta foi repetida à hora do almoço e do chá, e novamente na manhã seguinte, e recebeu a mesma resposta.