O Morro dos Ventos Uivantes
O Morro dos Ventos Uivantes A PEQUENA CATHY nos deu um bocado de trabalho naquele dia. Acordou animadíssima, ansiosa para ver o primo, e à notícia de sua partida seguiram-se tão arrebatadas lágrimas e lamentações que o próprio Edgar foi obrigado a consolá-la, afirmando que o menino voltaria logo. Ele acrescentou, contudo, “se eu conseguir trazê-lo”; não havia esperanças de que isso viesse a acontecer.
A promessa não conseguiu acalmá-la muito, mas o tempo foi mais eficaz; embora de quando em quando ainda tenha perguntado ao pai quando Linton voltaria, antes que tornasse a vê-lo o rosto dele já tinha se apagado de tal maneira na memória de Cathy que ela não o reconheceu.
Quando por acaso eu encontrava a governanta de Wuthering Heights, nas minhas idas a Gimmerton, perguntava-lhe como estava o patrãozinho, que vivia quase tão recluso quando a própria Catherine, sem nunca ser visto. Nesses encontros, fiquei sabendo que continuava com a saúde fraca, e que era maçante cuidar dele. Disse-me que o sr. Heathcliff parecia detestá-lo cada vez mais, embora se esforçasse por ocultá-lo. Antipatizava com o som da sua voz e não conseguia ficar sentado no mesmo cômodo que o filho por mais do que alguns minutos.