O Morro dos Ventos Uivantes
O Morro dos Ventos Uivantes “No terceiro dia, tomei coragem: não podia mais aguentar o suspense, e lá fui eu, mais uma vez. Saí às cinco horas, caminhando; imaginei que conseguiria me esgueirar para dentro da casa e até o quarto de Linton sem que notassem. Mas os cachorros anunciaram minha aproximação. Zillah me recebeu e, dizendo que ‘o rapaz estava quase bom’, levou-me a uma salinha atapetada e bem-arrumada, onde para minha imensa alegria deparei-me com Linton deitado num pequeno sofá, lendo um de meus livros. Mas ele não quis falar comigo, nem olhar para mim, durante uma hora inteira, Ellen... seu temperamento é muito difícil. E o que mais me espantou foi que, quando por fim abriu a boca, foi para dizer uma mentira: a de que eu causara todo aquele transtorno, e Hareton não tinha culpa!
“Sem ter o que responder, a não ser de maneira muito exaltada, levantei-me e me fui dali. Ouvi um débil ‘Catherine!’ às minhas costas. Linton não contava com aquela reação. Mas não me voltei, e nos dois dias seguintes fiquei em casa, quase que determinada a não ir mais visitá-lo.