O Morro dos Ventos Uivantes
O Morro dos Ventos Uivantes O AUGE DO VERÃO já passara quando Edgar, relutantemente, cedeu às suas súplicas, e Catherine e eu partimos a cavalo pela primeira vez para encontrar seu primo. Era um dia quente e abafadiço; não havia sol, mas o céu estava esbranquiçado e nebuloso demais para conter qualquer ameaça de chuva. Tínhamos combinado, como ponto de encontro, o marco de pedra junto à encruzilhada. Quando chegamos, porém, um pastorzinho, enviado como mensageiro, disse-nos:
– O sr. Linton está logo ali, do lado de Heights, e pede que andem um pouco mais.
– Então o sr. Linton esqueceu a primeira condição de seu tio – observei. – Ele nos disse para ficarmos nos limites de Grange, e lá vamos nós transgredi-la.
– Bem, podemos virar as cabeças dos nossos cavalos quando chegarmos aonde ele está – retrucou minha ama –, assim estaremos na direção de casa.
Mas quando o encontramos, a menos de meio quilômetro da porta de sua casa, vimos que não saíra a cavalo e fomos obrigadas a desmontar, deixando os nossos pastando.
Ele estava deitado sobre a urze, aguardando que nos aproximássemos, e não se levantou até estarmos a poucos metros de distância. Veio então caminhando tão fraco e com um aspecto tão pálido que imediatamente exclamei: