O Morro dos Ventos Uivantes
O Morro dos Ventos Uivantes Catherine percebia, tanto quanto eu, que ele considerava nossa companhia uma punição, mais do que uma gratificação, e não teve cerimônia em sugerir logo que nos fôssemos. A proposta despertou Linton inesperadamente de sua letargia, pondo-o num estranho estado de agitação. Ele lançava olhares apavorados na direção de Heights, implorando-lhe que ficasse mais meia hora, pelo menos.
– Mas eu acho – disse Cathy – que você vai se sentir mais confortável em casa do que sentado aqui; e vejo que hoje não tenho como alegrá-lo com minhas histórias e canções e com minha conversa. Você se tornou mais adulto do que eu, nesses seis meses, e já não liga mais para os meus assuntos. Do contrário, se estivesse interessado, eu ficaria, de bom grado.
– Fique e descanse um pouco – replicou ele. – E, Catherine, não pense nem diga que estou muito mal... é este tempo abafado, este calor, que me deixa abatido; e estava caminhando, antes de você chegar, bastante até, para mim. Diga ao meu tio que minha saúde está razoável, sim?
– Vou dizer a ele que isso é o que você diz, Linton. Não poderia afirmar que está – observou minha jovem ama, surpresa com a insistente afirmativa de algo que evidentemente era falso.