O Morro dos Ventos Uivantes
O Morro dos Ventos Uivantes – Já se passou meia hora, Ellen? – sussurrou ela ao meu ouvido, por fim. – Não entendo por que ele tem que ficar aqui. Adormeceu, e o papai já deve estar à nossa espera.
– Bem, não podemos deixá-lo dormindo – respondi. – Seja paciente até que ele acorde. Você estava ansiosa para vir, mas parece que a sua saudade do pobre Linton evaporou depressa!
– Por que é que ele queria me ver? – indagou Catherine. – Antes, mesmo nos seus momentos de pior humor, eu gostava mais dele do que agora, nesse estado de ânimo tão esquisito. É como se este encontro fosse uma tarefa que ele foi obrigado a cumprir, com medo de que o pai brigasse com ele. Mas não virei até aqui só para dar esse prazer ao sr. Heathcliff, qualquer que seja o motivo que ele tenha para obrigar Linton a cumprir essa penitência. E embora eu esteja contente por ele estar melhor de saúde, lamento que seja agora uma companhia tão menos agradável e que demonstre tão menos afeto por mim.
– Então acha que ele está melhor de saúde? – indaguei.
– Sim – respondeu ela –, porque ele sempre se queixou muito dos seus sofrimentos, como sabe. Sua saúde não está razoável, como ele me pediu que dissesse ao papai; mas acho que está melhor.