O Morro dos Ventos Uivantes

O Morro dos Ventos Uivantes

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– O que a senhora está querendo dizer? – perguntou Zillah. – Ele não inventou história nenhuma... é o que todos estão contando na aldeia. Que vocês duas se perderam no pântano. Quando cheguei, chamei Earnshaw: “Parece que aconteceu uma desgraça, sr. Hareton, durante a minha folga. Pobre da menina e da boa Nelly Dean.” Ele ficou me olhando. Achei que não tinha ouvido falar de nada, então lhe contei qual era o boato. O patrão ouviu, sorriu consigo mesmo e disse: “Se estavam no pântano antes, Zillah, agora não estão mais. Nelly Dean está hospedada, neste exato minuto, no seu quarto. Pode lhe dizer para sair, quando subir; aqui está a chave. Engoliu muita água do pântano e teria voltado logo para casa, mas fiz questão de que ficasse aqui até recobrar a calma. Pode lhe dizer para ir de imediato a Grange, se puder, e levar uma mensagem minha: a de que a jovem vai chegar a tempo de comparecer ao enterro do magistrado.”

– O sr. Edgar não morreu? – perguntei, arquejando. – Ah! Zillah, Zillah!

– Não, não; sente-se, minha boa senhora – respondeu ela. – Agora sim está parecendo doente. Ele não morreu; o dr. Kenneth acha que talvez dure mais um dia. Encontrei-o na estrada e perguntei.


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