Aventuras de Alice no país das maravilhas
Aventuras de Alice no país das maravilhas “É aquilo de que se faz a Sopa de Tartaruga Falsa”,10 explicou a Rainha.
“Nunca vi, nem ouvi falar disso”, disse Alice.
“Então venha”, chamou a Rainha, “e lhe contarei a história dela.”
Enquanto se afastavam juntas, Alice ouviu o Rei dizer baixinho ao grupo todo: “Estão todos perdoados.” “Opa! Isso é muito bom!”, disse consigo mesma, pois se sentira muito infeliz com o número de execuções que a Rainha ordenara.
Logo toparam com um Grifo,11 dormindo a sono solto ao sol. (Se você não souber o que é um Grifo, olhe a ilustração). “De pé, preguiçoso!” disse a Rainha. “E leve esta senhorita para ver a Tartaruga Falsa e ouvir a história dela. Tenho de voltar para cuidar de algumas execuções que ordenei”; e partiu, deixando Alice sozinha com o Grifo. Alice não gostou muito da aparência da criatura, mas, tendo concluído que era tão seguro ficar com ela quanto acompanhar aquela Rainha cruel, esperou.
O Grifo se sentou e esfregou os olhos; depois fitou a Rainha até que ela sumiu de vista; em seguida disse com um risinho satisfeito, meio para si mesmo, meio para Alice: “Que engraçado!”
“Onde está a graça?” perguntou Alice.
“Ora, nela”, disse o Grifo. “É tudo fantasia dela: nunca executam ninguém.12 Vamos!”