Aventuras de Alice no paĂs das maravilhas
Aventuras de Alice no paĂs das maravilhas Essas palavras foram seguidas por um silĂȘncio muito longo, quebrado apenas por uma exclamação ocasional â âHjcrrh!â â do Grifo e o soluçar constante e fundo da Tartaruga Falsa. Alice estava a ponto de se levantar e dizer âMuito obrigada, Sir, por sua interessante histĂłriaâ, mas, como nĂŁo conseguia deixar de acreditar que tinha de vir mais alguma coisa, ficou quieta e nĂŁo disse nada.

âQuando Ă©ramos pequenosâ, a Tartaruga Falsa finalmente recomeçou, mais calma, embora ainda soluçando um pouquinho vez por outra, âĂamos Ă escola no mar. O mestre era um CĂĄgado velho⊠nĂłs o chamĂĄvamos de Tartarruga.â
âPor que o chamavam de Tartarruga, se ele nĂŁo era uma?â Alice perguntou.
âNĂłs o chamĂĄvamos de Tartarruga porque tinha⊠tanta ruga!â respondeu a Tartaruga, irritada; ârealmente vocĂȘ Ă© muito bronca!â
âDevia ter vergonha de fazer uma pergunta tĂŁo simplesâ, acrescentou o Grifo; e em seguida os dois ficaram em silĂȘncio, olhando para a pobre Alice, que teve vontade de se enfiar embaixo da terra. Por fim o Grifo disse Ă Tartaruga Falsa: âAdiante, companheira. NĂŁo vamos passar o dia inteiro nisso!â e ela prosseguiu com estas palavras: