Aventuras de Alice no país das maravilhas
Aventuras de Alice no país das maravilhas A Quadrilha da Lagosta
ATARTARUGA FALSA DEU UM SUSPIRO profundo e passou o dorso de uma pata pelos olhos. Olhou para Alice e tentou falar mas, por um minuto ou dois, soluços lhe embargaram a voz. “Parece até que tem uma espinha na garganta”, disse o Grifo, e pôs-se a sacudi-la e a esmurrá-la nas costas. Por fim a Tartaruga Falsa recobrou a voz, e, com lágrimas lhe correndo pelas faces, recomeçou:
“Talvez você não tenha vivido muito tempo no mar…” (“Nunca”, disse Alice), “…e talvez nunca tenha sido apresentada a uma lagosta…” (Alice ia começando a dizer “Provei uma vez…”, mas engoliu a língua mais que depressa e disse: “Não, nunca”) “…então não pode imaginar que coisa deliciosa é uma Quadrilha da Lagosta!”1
“Realmente não”, disse Alice. “Que espécie de dança é essa?”
“Ora”, disse o Grifo, “primeiro se forma uma fila ao longo da praia…”
“Duas filas!” exclamou a Tartaruga Falsa. “Focas, tartarugas, salmões e assim por diante; depois, quando você tiver acabado de remover toda a água-viva…”
“O que geralmente leva tempo”, interrompeu o Grifo.
“…dá dois passos à frente…”