Aventuras de Alice no paĂs das maravilhas
Aventuras de Alice no paĂs das maravilhas âDisse sim!â insistiu o Chapeleiro.
âEu nego!â disse a Lebre de Março.
âEla negaâ, disse o Rei; âomitam essa parte.â
âBem, seja como for, o CaxinguelĂȘ disseâŠâ, continuou o Chapeleiro, olhando ansioso Ă sua volta para ver se tambĂ©m o CaxinguelĂȘ ia negar aquilo; mas ele nĂŁo negou nada, pois dormia a sono solto.
âEm seguidaâ, continuou o Chapeleiro, âcortei mais um pedaço de pĂŁo com manteigaâŠâ
âMas o que disse o CaxinguelĂȘ?â um dos jurados perguntou.
âDisso eu nĂŁo me lembroâ, respondeu o Chapeleiro.
âTem de se lembrarâ, observou o Rei, âou mando executĂĄ-lo.â
O infeliz Chapeleiro deixou cair sua xĂcara de chĂĄ e o pĂŁo com manteiga e se pĂŽs sobre um joelho. âSou um pobre coitado, Majestadeâ, começou.
âĂ um pobre orador!â disse o Rei.
Aqui um dos porquinhos-da-Ăndia aplaudiu e sua manifestação foi imediatamente sufocada pelos esbirros. (Vou explicar como isso foi feito, para que entendam bem o que a palavra quer dizer: eles tinham um grande saco de cĂąnhamo; enfiaram o porquinho dentro, de cabeça para baixo, amarraram a boca com barbantes e se sentaram em cima.)