Aventuras de Alice no país das maravilhas
Aventuras de Alice no país das maravilhas “Era muito mais agradável lá em casa”, pensou a pobre Alice, “lá não se ficava sempre crescendo e diminuindo, e recebendo ordens aqui e acolá de camundongos e coelhos. Chego quase a desejar não ter descido por aquela toca de coelho… no entanto… no entanto… é bastante interessante este tipo de vida! Realmente me pergunto o que pode ter acontecido comigo! Quando lia contos de fadas, eu imaginava que aquelas coisas nunca aconteciam, e agora cá estou no meio de uma! Deveria haver um livro escrito sobre mim, ah isso deveria! E quando eu for grande, vou escrever um… mas sou grande agora”, acrescentou num tom pesaroso. “Pelo menos aqui não há mais espaço para crescer mais.”
“Mas nesse caso”, pensou Alice, “será que nunca vou ficar mais velha do que sou agora? Não deixa de ser um consolo… nunca ficar uma velha… mas por outro lado… sempre ter lições para estudar! Oh! Eu não iria gostar disso!”4
“Oh, Alice, sua tola!”, respondeu a si mesma. “Como vai poder estudar as lições aqui? Ora, mal há lugar para você, que dirá para os livros!”
E assim continuou, tomando primeiro um lado e depois o outro, e transformando aquilo numa conversa completa. Passados alguns momentos, porém, ouviu uma voz lá fora e parou para escutar.