Aventuras de Alice no paĂ­s das maravilhas

Aventuras de Alice no paĂ­s das maravilhas

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Assim que descobriu a maneira adequada de acalentĂĄ-lo (que era torcĂȘ-lo numa espĂ©cie de nĂł, depois agarrar firme sua orelha direita e o pĂ© esquerdo, evitando assim que se desatasse), ela o levou para o ar livre. “Se eu nĂŁo levar esta criança comigo”, pensou Alice, “com certeza vĂŁo matĂĄ-la qualquer dia desses: nĂŁo seria um assassinato deixĂĄ-la para trĂĄs?” Disse estas Ășltimas palavras em voz alta, e a criaturinha grunhiu em resposta (a essa altura parara de espirrar). “Pare de grunhir”, disse Alice; “nĂŁo Ă© em absoluto uma maneira apropriada de se expressar.”

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O bebĂȘ grunhiu de novo, e Alice, muito inquieta, examinou seu rosto para ver o que havia de errado com ele. NĂŁo havia a menor dĂșvida de que tinha um nariz muito arrebitado; alĂ©m disso, os olhos eram um tanto miĂșdos para um bebĂȘ: no todo, Alice nĂŁo gostou da aparĂȘncia da criatura. “Mas talvez ele estivesse sĂł soluçando”, pensou, e olhou de novo os olhos dele para ver se havia lĂĄgrimas.

NĂŁo, nĂŁo havia lĂĄgrimas. “Se vocĂȘ vai virar um porco, meu querido”, disse Alice seriamente, “nĂŁo vou mais querer saber de vocĂȘ. Preste atenção!” O coitadinho soluçou de novo (ou grunhiu, era impossĂ­vel distinguir), e os dois ficaram em silĂȘncio por algum tempo.


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