Aventuras de Alice no país das maravilhas
Aventuras de Alice no país das maravilhas Essa grosseria foi mais do que Alice podia suportar: levantou-se revoltadíssima e foi embora; o Caxinguelê adormeceu no mesmo instante, e nenhum dos outros tomou o menor conhecimento da sua saída, embora ela tenha olhado para trás uma ou duas vezes, com uma ponta de esperança de que a chamassem de volta; a última vez que os viu, estavam tentando enfiar o Caxinguelê no bule de chá.14

“Seja como for, lá é que não volto nunca mais!” exclamou Alice enquanto avançava com cuidado pelo bosque. “Foi o chá mais idiota de que participei em toda a minha vida!”15
Exatamente quando dizia isso, percebeu que uma das árvores tinha uma porta, dando para seu interior. “Isto é muito curioso!” pensou. “Mas hoje tudo é curioso. Por que não dar uma entradinha?” E foi o que fez.
Viu-se novamente no salão comprido, perto da mesinha de vidro. “Desta vez vou me sair melhor”, disse para si mesma, e começou por pegar a chavezinha de ouro e destrancar a porta que dava para o jardim. Em seguida tratou de mordiscar o cogumelo (tinha guardado um pedaço no bolso) até ficar com uns trinta centímetros; depois seguiu pela pequena passagem; e então… encontrou-se finalmente no jardim encantador, entre as fontes de água fresca.
