Aventuras de Alice no país das maravilhas
Aventuras de Alice no país das maravilhas Depois de esperar até os olhos aparecerem, Alice fez um aceno de cabeça (“Não adianta falar com ele”, pensou, “antes que as orelhas apareçam, pelo menos uma delas.”) Mais um minuto, e a cabeça toda surgiu. Alice pôs seu flamingo no chão e começou a descrever o jogo, muito contente por ter alguém para ouvi-la. O Gato, ao que parecia, achou que já havia o bastante de si à vista e mais nada apareceu.
“Não acho que joguem nada limpo”, Alice começou, num tom bastante queixoso, “e todos brigam tão horrivelmente que não se consegue ouvir a própria voz… e parecem não ter nenhuma regra em particular; pelo menos, se têm, ninguém as segue… e depois todas as coisas são vivas, e você não faz ideia da confusão que isso dá; por exemplo, o arco que eu tinha de transpor em seguida estava lá do outro lado do campo… e bem na hora que joguei meu ouriço contra o da Rainha, o ouriço dela saiu correndo ao ver o meu chegando!”
“O que acha da Rainha?” perguntou o Gato em voz baixa.
“Não acho nada”, disse Alice. “É tão extremamente…” – nesse instante percebeu que a Rainha estava logo atrás dela, ouvindo; então continuou: “…provável que ela vença, que mal vale a pena terminar o jogo.”
A Rainha sorriu e se afastou.