O Mandarim

O Mandarim

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Ah, que dia! Jantei n'um gabinete do Hotel Central, solitario e egoista, com a mesa alastrada de Bordeus, Borgonha, Champagne, Rheno, licôres de todas as communidades religiosas—como para matar uma sêde de trinta annos! Mas só me fartei de Collares. Depois, cambaleando, arrastei-me para o Lupanar! Que noite! A alvorada clareou por traz das persianas; e achei-me estatelado no tapete, exhausto e semi-nú, sentindo o corpo e a alma como esvaírem-se, dissolverem-se n'aquelle ambiente abafado onde errava um cheiro de pó de arroz, de fêmea e de punch...

Quando voltei á travessa da Conceição, as janellas do meu quarto estavam fechadas, e a véla expirava, com fogachos lividos, no castiçal de latão. Então ao chegar junto á cama, vi isto: estirada de través, sobre a coberta, jazia uma figura bojuda, de Mandarim fulminado, vestida de sêda amarella, com um grande rabicho solto; e entre os braços como morto tambem, tinha um papagaio de papel!

Abri desesperadamente a janella: tudo desappareceu;—o que estava agora sobre o leito era um velho paletot alvadio.

III


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