O Mandarim
O Mandarim —É lá que se ama, generala—segredei-lhe eu, levando-a dôcemente para a escuridão dos sycomoros...
Que episodio administrativo tão pittoresco, tão chinez! O serviçal Camillof, que passava o dia inteiro a percorrer os Yamens do Estado, teve de provar primeiro que o desejo de conhecer a morada d'um velho Mandarim não encobria uma conspiração contra a segurança do Imperio; e depois foi-lhe ainda preciso jurar que não havia n'esta curiosidade um attentado contra os Ritos sagrados! Então, satisfeito, o principe Tong permittiu que se fizesse o inquerito imperial: centenares d'escribas empallideceram noite e dia, de pincel na mão, desenhando relatorios sobre papel d'arroz; mysteriosas conferencias sussurraram incessantemente por todas as repartições da Cidade Imperial, desde o Tribunal astronomico até ao Palacio da Bondade Preferida; e uma população de koulis transportava da legação russa para os kiosques da Cidade Interdicta, e d'ahi para o Pateo dos Archivos padiolas estalando ao peso de maços de documentos vetustos...
