O Morro dos Ventos Uivantes
O Morro dos Ventos Uivantes “Estava sentada no sofá, em silêncio. A sra. Linton tirou a capa cinza da moça do leite que tínhamos apanhado para nossa excursão, meneando a cabeça e censurando-a, suponho. Era ainda jovem, e eles faziam grande diferença no tratamento dispensado a ela e a mim. Então a criada trouxe uma bacia de água morna e lavou-lhe os pés, e o sr. Linton preparou-lhe uma dose de negus.37 Isabella esvaziou em seu colo um prato de doces, e Edgar ficou olhando de longe, boquiaberto. Em seguida, secaram e pentearam seu lindo cabelo, trouxeram-lhe um par de chinelos enormes e a levaram para perto do fogo. Quando a deixei, Cathy estava feliz da vida, compartilhando a comida com o cachorrinho e Skulker, cujo focinho acariciava enquanto ele comia, e acendendo uma centelha de ânimo nos olhos azuis e vazios dos Linton, um pálido reflexo de seu próprio rosto encantador. Vi que estavam todos com um ar de estúpida admiração; ela é tão imensamente superior a eles... a qualquer um, não é mesmo, Nelly?”
– Isso que me contou ainda vai ter consequências – respondi, cobrindo-o e apagando a lamparina. – Você é incurável, Heathcliff, e o sr. Hindley vai ser obrigado a tomar medidas extremas, vai ver só.