O Morro dos Ventos Uivantes
O Morro dos Ventos Uivantes NUMA BELA MANHĂ de junho, nasceu o primeiro bebezinho de quem cuidei, e o Ășltimo do velho galho dos Earnshaw.
EstĂĄvamos ocupados juntando feno, num campo distante, quando a garota que habitualmente levava nosso desjejum veio Ă s pressas pelos prados e estrada acima, uma hora mais cedo, chamando por mim enquanto corria.
â Um bebezĂŁo! â exclamou, ofegante. â O menino mais bonito que jĂĄ vi! Mas o doutor diz que a patroa nĂŁo vai sobreviver, faz meses que estĂĄ tĂsica. Ouvi-o falar com o sr. Hindley, agora que ela nĂŁo tem mais um motivo para viver, vai morrer antes da chegada do inverno. VĂĄ jĂĄ para casa. VocĂȘ vai ter que cuidar do bebĂȘ, Nelly. Dar-lhe açĂșcar e leite, e cuidar dele noite e dia. Queria estar no seu lugar, porque ele vai ser todo seu quando a patroa se for!45
â Mas ela estĂĄ tĂŁo doente assim? â perguntei, largando o ancinho e amarrando minha touca.