O Morro dos Ventos Uivantes

O Morro dos Ventos Uivantes

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– Acho que está, mas não parece – respondeu a garota. – Fala como se fosse viver para vê-lo se tornar um homem. Está fora de si de alegria, é um bebê tão lindo! Se eu fosse ela, tenho certeza de que não morreria; ficaria melhor só de olhar para ele, apesar de Kenneth. Fiquei furiosa com ele. A sra. Archer levou o querubim para o patrão, na casa, e o rosto dele começou a se iluminar quando o velho corvo deu um passo à frente e disse: “Earnshaw, é um milagre que sua esposa tenha sido poupada para lhe deixar este filho. Quando ela chegou, eu estava convencido de que não duraria muito. Mas devo preveni-lo: o inverno provavelmente a levará. Não se deixe abalar demais: não há o que fazer a respeito. Além disso, o senhor devia ter sido mais cuidadoso na hora de escolher uma mulher de saúde tão fraca!”

– E o que foi que o patrão respondeu? – perguntei.

– Acho que praguejou qualquer coisa, mas não lhe dei ouvidos, estava tentando ver o bebê. – E começou a descrevê-lo, entusiasmada.

Ansiosa como ela, corri para casa a fim de admirá-lo eu mesma, embora estivesse muito triste por Hindley. Em seu coração só havia lugar para dois ídolos: a esposa e ele próprio. Amava-os cegamente, e adorava-a, e eu não podia imaginar como suportaria a perda.


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