O Morro dos Ventos Uivantes
O Morro dos Ventos Uivantes – Ela é terrivelmente caprichosa, senhor – disse-lhe. – Pior do que uma criança mimada. É melhor ir para casa, do contrário, é capaz de adoecer só para nos deixar preocupados.
O pobre rapaz olhou de soslaio pela janela... tinha tanta força de vontade para ir embora quanto um gato teria para deixar um rato semimorto ou um passarinho comido pela metade.
“Ah”, pensei, “não há salvação possível para ele, está condenado, e se atira ao seu destino!”
E assim foi. Virou-se abruptamente, correu de volta para a casa e fechou a porta atrás de si. Quando entrei um pouco depois para avisá-los de que Earnshaw voltara completamente bêbado, disposto a brigar com todo mundo (seu estado de espírito habitual nessas condições), vi que a altercação só resultara numa intimidade maior. Rompera a casca da timidez infantil e lhes permitira deixar de lado o disfarce da amizade, confessando-se enamorados.