O Morro dos Ventos Uivantes
O Morro dos Ventos Uivantes – Ora, srta. Catherine, como posso saber? – retruquei. – Certamente, considerando-se o espetáculo que a senhorita apresentou em presença dele hoje à tarde, eu diria que seria mais sábio recusá-lo. Deve ser ou um completo idiota ou um tolo aventureiro, para ter feito o pedido depois de tudo.
– Se vai falar desse jeito, não conto mais nada – replicou ela, impertinente, pondo-se de pé. – Eu aceitei, Nelly. Agora me diga, depressa, se errei!
– A senhorita aceitou! Então de que adianta discutir o assunto? Já deu sua palavra e não pode mais voltar atrás.
– Mas diga-me se eu devia ter feito isso, diga logo! – exclamou ela, num tom irritado, torcendo as mãos, a testa franzida.
– Há muitas coisas a considerar antes que eu possa dar uma resposta apropriada à sua pergunta – falei, sentenciosamente. – Antes de mais nada, ama o sr. Edgar?
– Quem não ama? É claro que sim – respondeu ela.
Então, a fiz passar pelo seguinte interrogatório – para uma moça de vinte e dois anos, era mais do que razoável:
– Por que o ama, srta. Cathy?
– Não faça perguntas tolas. Amo, e basta.
– De jeito nenhum. Precisa me dizer por quê.