O Morro dos Ventos Uivantes
O Morro dos Ventos Uivantes Seguiu-se mais uma pausa longa, durante a qual notei uma lágrima ou duas pingando do queixo de Catherine sobre o chão.
“Será que está arrependida pela conduta vergonhosa?”, perguntei-me. “Seria novidade. Mas ela que se vire, não vou ajudá-la!”
Não, Cathy não sentia o menor remorso; estava preocupada com seus próprios problemas.
– Ah, céus! – exclamou, por fim. – Estou tão infeliz!
– Que pena – observei. – É difícil satisfazê-la; tem tantos amigos e tão poucas preocupações, e não consegue ficar satisfeita!
– Nelly, pode guardar um segredo? – prosseguiu, ajoelhando-se ao meu lado e erguendo para mim aqueles olhos encantadores, com aquela expressão capaz de pôr fim a qualquer ressentimento, até o mais justificado do mundo.
– É um segredo que vale a pena guardar? – perguntei, já menos aborrecida.
– É, e ele me preocupa, preciso desabafar! Quero saber o que devo fazer. Hoje, Edgar Linton me pediu em casamento, e lhe dei uma resposta. Antes que lhe conte se foi afirmativa ou negativa, diga-me você qual deveria ter sido.