O Morro dos Ventos Uivantes

O Morro dos Ventos Uivantes

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Fui para a cozinha e me sentei, a fim de embalar meu menininho. Heathcliff, pensei, dirigia-se para o celeiro. Mas ele só atravessara a sala, deixando-se cair num banco junto à parede, longe da lareira, onde permaneceu em silêncio.

Eu ninava Hareton sobre o joelho e cantarolava uma canção que começava: “Tarde da noite, a criança chorava... Sob a terra, sua mãezinha escutava”,48 quando a srta. Cathy, que ouvira toda a cena de seu quarto, meteu a cabeça pela porta e sussurrou:

– Está sozinha, Nelly?

– Sim, senhorita – respondi.

Ela entrou e se aproximou da lareira. Supondo que fosse dizer alguma coisa, ergui os olhos. A expressão em seu rosto parecia perturbada e ansiosa. Seus lábios estavam entreabertos, como se fosse falar, e inspirou, mas deixou sair um suspiro em vez de uma frase.

Retomei minha cantiga; não esquecera seu comportamento recente.

– Onde está Heathcliff? – perguntou, interrompendo-me.

– Cuidando do trabalho, no estábulo – foi minha resposta.

Ele não me contradisse; talvez estivesse cochilando.


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