O Morro dos Ventos Uivantes

O Morro dos Ventos Uivantes

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Enquanto falava, ele pegou uma garrafa de conhaque no aparador e encheu um copo.

– Não faça isso! – pedi. – Sr. Hindley, ouça. Tenha pena deste pobre menino, ainda que não ligue para si próprio!

– Qualquer um vai ser melhor para ele do que eu – respondeu o patrão.

– Tenha piedade da sua alma! – exclamei, tentando arrancar-lhe o copo da mão.

– Não, não eu! Pelo contrário, terei grande prazer em condenar minha alma à perdição, a fim de punir seu Criador – retorquiu o blasfemo. – Um brinde à sua danação!

Bebeu o conhaque e mandou-nos embora, impaciente, arrematando a ordem com uma sequência de imprecações horríveis demais para se repetir ou sequer lembrar.

– É uma pena que não possa se matar de tanto beber – observou Heathcliff, murmurando de volta um rosário de pragas assim que a porta se fechou. – Está fazendo o que pode, mas seu organismo é resistente. O dr. Kenneth diz que apostaria sua égua que ele vai viver mais do que qualquer homem neste lado de Gimmerton, e vai para o túmulo carregado de pecados, a menos que por sorte alguma tragédia lhe aconteça.


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