O Morro dos Ventos Uivantes
O Morro dos Ventos Uivantes â Meu patrĂŁo vai lhe dizer â respondi. â Mas o senhor conhece bem a Ăndole violenta dos Earnshaw, e a sra. Linton Ă© a pior de todos. Posso lhe dizer que tudo começou com uma discussĂŁo. Ela sofreu uma espĂ©cie de desmaio, num momento de grande arrebatamento. Pelo menos Ă© esse o seu relato, pois saiu correndo no calor da discussĂŁo e se trancou no quarto. Depois disso, recusou-se a comer, e agora alterna momentos de fĂșria com outros em que age como se estivesse sonhando; reconhece as pessoas ao seu redor, mas sua mente estĂĄ tomada por todo tipo de estranhas ideias e ilusĂ”es.
â SerĂĄ que o sr. Linton vai ficar triste? â observou o dr. Kenneth, interrogativamente.
â Triste? Se algo acontecer, ficarĂĄ devastado! â respondi. â NĂŁo o deixe mais alarmado do que o necessĂĄrio.
â Bem, falei para ter cuidado â disse ele â, e agora vai ter de sofrer as consequĂȘncias por nĂŁo ter dado ouvidos Ă minha advertĂȘncia! Ele tem falado com o sr. Heathcliff ultimamente?
â Heathcliff visita Grange com frequĂȘncia â respondi â, embora mais por ter conhecido a patroa na infĂąncia do que porque o patrĂŁo aprecie sua companhia. No momento, nĂŁo precisa nem se dar ao trabalho de aparecer, devido Ă s presunçosas intençÔes que demonstrou para com a srta. Linton. Duvido muito que voltem a recebĂȘ-lo.