O Morro dos Ventos Uivantes
O Morro dos Ventos Uivantes – E a srta. Linton é indiferente a ele? – foi a pergunta que o médico fez a seguir.
– Ela não me faz confidências – respondi, relutando em levar o assunto adiante.
– Não, ela é bem astuta – observou ele, sacudindo a cabeça. – Faz o que bem entende! Mas é uma tola. Ouvi dizer, de fonte confiável, que ontem à noite (e que bela noite!), ela e Heathcliff estiveram caminhando pela plantação atrás da casa por mais de duas horas, e ele insistiu que ela não voltasse para casa, que, em vez disso, montasse em seu cavalo e fosse embora com ele! Meu informante disse que ela só conseguiu dissuadi-lo dando sua palavra de honra de que estaria preparada no encontro seguinte. Quando seria ele não ouviu, mas diga ao sr. Linton para ficar de olhos bem abertos!
As palavras me encheram de redobrada apreensão. Deixei o dr. Kenneth para trás e corri pela maior parte do caminho de volta. A cachorrinha ainda estava latindo no jardim. Parei um minuto e abri o portão para ela, que, em vez de ir até a porta de casa, pôs-se a correr para cima e para baixo, farejando a grama, e teria fugido para a estrada se eu não a tivesse segurado e levado para dentro comigo.