O Morro dos Ventos Uivantes

O Morro dos Ventos Uivantes

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Ao subir até o quarto de Isabella, minhas suspeitas se confirmaram: estava vazio. Se tivesse chegado algumas horas mais cedo, a enfermidade da sra. Linton talvez tivesse freado aquela atitude irrefletida. Mas o que poderia ser feito agora? Havia uma chance remota de alcançá-los, se alguém se lançasse ao seu encalço no mesmo instante. Eu, no entanto, não tinha como persegui-los e não ousava inflamar a família e semear a confusão dentro de casa. Sentia-me ainda menos inclinada a contar tudo ao meu patrão, absorto como ele estava em sua presente calamidade, sem condições de suportar um segundo golpe!

Não via outra alternativa além de ficar calada e deixar que as coisas seguissem seu rumo. Quando Kenneth voltou, fui lhe anunciar o que ocorrera, mal conseguindo pôr no rosto uma expressão controlada.

Catherine dormia um sono agitado; o marido conseguira acalmar um pouco seu frenesi e se debruçava sobre o travesseiro, atento a cada mínima mudança dos traços dolorosamente transtornados.

O médico, ao examinar o caso, conversou com ele, demonstrando esperanças de que ela se recuperasse, contanto que preservássemos tranquilidade perfeita e constante ao seu redor. Para mim, o que queria dizer era que o perigo não era tanto a morte quanto uma permanente alienação mental.


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