O Morro dos Ventos Uivantes
O Morro dos Ventos Uivantes Ao falar, ia levando a criada até a porta e repetindo que queria saber os motivos de tal afirmativa.
– Bem, encontrei na estrada um rapaz que vem aqui buscar leite – gaguejou a moça –, e ele me perguntou se não estávamos aflitos em Grange. Achei que estava falando da doença da madame, por isso respondi que sim. Então ele perguntou: “Alguém deve ter ido atrás deles, não é?” Fiquei parada olhando para ele. O rapaz viu que eu não estava sabendo de nada e me contou que um cavalheiro e uma moça tinham parado para consertar a ferradura de um cavalo num ferrador, a uns três quilômetros de Gimmerton, pouco depois da meia-noite! E que a filha do ferreiro se levantou para espiar quem era e reconheceu os dois. E notou que o homem (Heathcliff, ela não tinha dúvidas, e não é possível confundi-lo) botou um soberano60 na mão do outro como pagamento. A moça estava usando uma capa que tapava o rosto, mas, quando pediu um copo d’água e foi beber, a capa caiu, e a filha do ferrador viu bem quem era. Heathcliff segurava as duas rédeas quando partiram, em direção oposta à da aldeia, e tomaram a estrada tão velozmente quanto possível. A moça não disse nada ao pai, mas espalhou a notícia por Gimmerton inteira hoje de manhã.