O Morro dos Ventos Uivantes
O Morro dos Ventos Uivantes Devo mencionar que Isabella mandou, cerca de seis semanas após sua partida, uma breve nota ao irmão, anunciando o casamento com Heathcliff. Parecia seca e fria, mas acrescentara no final, a lápis, um obscuro pedido de desculpas e uma súplica para que pensasse nela com carinho e que não recusasse uma reconciliação, caso sua atitude o tivesse ofendido. Afirmava que não pudera evitá-la, na ocasião, e, depois de consumado o fato, já não tinha como voltar atrás.
Linton não respondeu, acredito. Duas semanas depois, recebi uma longa carta, o que considerei estranho, vindo da pena de uma noiva recém-saída da lua de mel. Vou lê-la, pois ainda a tenho comigo. Todas as relíquias dos mortos são preciosas, se eles foram estimados em vida.
“Querida Ellen”, começa a carta:
Cheguei ontem à noite a Wuthering Heights e fiquei sabendo, pela primeira vez, que Catherine esteve e ainda está muito doente. Não devo escrever a ela, imagino, e meu irmão está zangado ou aflito demais para responder ao que lhe mandei. Ainda assim, preciso escrever a alguém, e a única pessoa que me resta é você.