O Morro dos Ventos Uivantes
O Morro dos Ventos Uivantes O patrão me mandou acender a lareira na sala, desabitada fazia tantas semanas, e colocar uma poltrona no sol, junto à janela. Em seguida, levou-a até lá, e ela ficou sentada por um bom tempo, desfrutando do calor agradável, reavivada, como esperávamos, pelos objetos ao seu redor, que, embora familiares, não lhe traziam as temidas associações de seu odiado quarto de enferma. Ao cair da noite, Catherine parecia exausta, mas nenhum argumento era capaz de convencê-la a voltar aos seus aposentos. Tive que arrumar sua cama no sofá da sala até que outro quarto pudesse ser preparado.
A fim de lhe poupar o cansaço de subir e descer a escada, aprontamos este quarto, onde o senhor agora se encontra, no mesmo andar da sala. Logo ela estava forte o suficiente para ir de um cômodo ao outro, apoiando-se no braço de Edgar.
“Ah”, pensei, “é bem possível que se recupere, tão bem cuidada como está sendo.” E havia uma dupla razão para desejar que isso acontecesse, pois da sua existência dependia uma outra: acalentávamos a esperança de que em pouco tempo o coração do sr. Linton fosse se alegrar, e suas terras viessem a ser salvas de cair nas mãos de um estranho, com o nascimento de um herdeiro.