O Morro dos Ventos Uivantes

O Morro dos Ventos Uivantes

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Fiquei por um tempo longo e infeliz sentada ali, pensando. O relógio bateu oito horas, depois nove, e meu anfitrião continuava andando de um lado para outro, a cabeça inclinada sobre o peito e em silêncio absoluto, exceto por um grunhido ou uma exclamação amarga que escapava de quando em quando.

Prestei atenção para ver se ouvia alguma voz de mulher na casa, enquanto era assolada por um arrependimento imenso e perspectivas sombrias – sentimentos que por fim se tornaram audíveis em suspiros e num choro incontrolável.

Não tinha consciência de que chorava até que Earnshaw parou, interrompendo aqueles passos calculados, e me lançou um olhar de surpresa. Aproveitando que tinha outra vez sua atenção, exclamei:

– Estou cansada da viagem e quero ir me deitar! Onde está a criada? Diga-me onde posso encontrá-la, já que ela própria não vem falar comigo!

– Não temos criada – respondeu ele. – Vai ter que se arranjar sozinha!

– E onde é que vou dormir, então? – solucei; já tinha posto a dignidade de lado, vencida pelo cansaço e pela infelicidade.

– Joseph vai lhe mostrar onde é o quarto de Heathcliff – disse ele. – Abra aquela porta, ele está ali dentro.


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