O Morro dos Ventos Uivantes

O Morro dos Ventos Uivantes

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Censurei-o, dizendo que devia beber na caneca e que eu não teria condições de pôr na boca um líquido tratado com tão pouca higiene. O velho cínico optou por ficar extremamente ofendido com tais escrúpulos, reassegurando-me, repetidamente, que “o garoto era tão bom†quanto eu, e “tão saudável†quanto eu também, e perguntando por que é que eu tinha de ser tão afetada. Enquanto isso, o pequeno facínora continuava bebendo do jarro, babando-se todo e me encarando com uma expressão desafiadora.

– Vou jantar noutro lugar – avisei. – Vocês não têm um cômodo que chamem de sala de estar?

– Sala de estar! – repetiu ele, com desdém. – Sala de estar! Não, a gente não tem uma sala de estar por aqui. Se não gosta da nossa companhia, tem a do patrão; se não gosta da do patrão, tem a gente.

– Então vou subir – respondi. – Leve-me até um quarto.

Coloquei minha tigela numa bandeja e fui eu mesma buscar um pouco de leite.

Resmungando muito, o sujeito se levantou e foi na minha frente escada acima. Subimos até as águas-furtadas; de vez em quando ele abria uma porta e olhava para dentro dos cômodos pelos quais passávamos.


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