O Morro dos Ventos Uivantes

O Morro dos Ventos Uivantes

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Não dei ouvidos às suas lamentações e pus mãos à obra, suspirando ao me lembrar de um tempo em que aquilo teria sido divertido; mas cuidei de afastar depressa as recordações. Era um tormento a felicidade passada, e, quanto maior era o perigo de conjurar as memórias, mais depressa a colher de pau mexia na panela e os punhados de aveia caíam na água.

Joseph observava meu estilo de cozinhar com indignação crescente.

– Pronto! – exclamou. – Hareton, esse mingau aí não vai dar para beber, não vai ser mais do que um monte de caroços do tamanho do meu punho. Lá se vai mais um bocado! Eu, se fosse a senhora, jogava tudo aí dentro de uma vez, tigela e tudo! Agora é só tirar a nata do leite e está pronto. E tome de paulada. Não sei como o fundo da panela ainda não soltou!

Estava mesmo com um aspecto horrível, reconheço, quando o servi nas tigelas; quatro haviam sido dispostas, e um jarro de leite fresco trazido da leiteria. Hareton agarrou-o e começou a beber do próprio jarro, derramando tudo.


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