O Morro dos Ventos Uivantes

O Morro dos Ventos Uivantes

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Ele recomeçou a andar, pensativo, e ergui a tranca e fugi para a cozinha.

Joseph estava curvado sobre o fogo, espiando o conteúdo de uma grande panela pendurada sobre as chamas; no banco próximo, havia uma tigela de madeira com aveia. O conteúdo da panela começou a ferver, e ele se virou e mergulhou a mão na tigela. Imaginei que aqueles preparativos fossem provavelmente para o nosso jantar e, faminta como estava, achei melhor me assegurar de que fosse comível. Com um grito agudo, exclamei:

– Faço eu mesma o mingau! – E puxei a vasilha do seu alcance, começando em seguida a tirar meu chapéu e a capa de viagem. – O sr. Earnshaw disse que tenho que cuidar de mim mesma: é o que vou fazer. Não vou agir como uma dama por aqui, pois temo que acabaria morrendo de fome.

– Deus do céu! – murmurou ele, sentando-se e alisando as meias caneladas desde o joelho até o tornozelo. – Se vai ter mais gente mandando aqui... E logo agora que eu estava me acostumando a ter dois patrões... se é para ter também uma patroa me dizendo o que fazer, acho que está na hora de pedir as contas. Não imaginei que ia ver chegar o dia de ir embora desta casa, mas acho que agora não vai demorar!


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