O Morro dos Ventos Uivantes
O Morro dos Ventos Uivantes Ele era a única coisa de aparência decente por ali; na verdade, nunca o tinha visto tão bem. As circunstâncias tinham se alterado de tal forma que ele certamente teria parecido, a um estranho, um perfeito cavalheiro, nascido e educado como tal – e sua esposa, uma desmazelada!
Ela veio ansiosa me cumprimentar e estendeu a mão para receber a esperada carta.
Sacudi a cabeça. Ela não compreendeu o gesto e me acompanhou até o aparador, onde fui colocar minha touca, pedindo num sussurro que eu lhe entregasse logo o que trouxera.
Heathcliff adivinhou o significado dessas manobras e disse:
– Se tiver algo para entregar a Isabella, como certamente tem, entregue logo, Nelly. Não precisa fazer segredo; não existe isso entre nós.
– Ah, mas eu não trouxe nada – respondi, achando melhor dizer a verdade logo de uma vez. – Meu patrão mandou-me dizer à irmã que ela não espere nem carta nem visita sua, por ora. Pediu-me que lhe transmitisse seu carinho, senhora, e votos de felicidade, bem como seu perdão pela tristeza que causou; mas acha que daqui por diante não deve haver mais comunicação entre as duas casas, pois isso de nada serviria.