O Morro dos Ventos Uivantes
O Morro dos Ventos Uivantes Havia um livro aberto sobre o peitoril da janela diante dela, e o vento quase imperceptível agitava suas folhas de quando em quando. Acredito que Linton o tivesse deixado ali, pois ela nunca tentava se distrair com a leitura, ou com qualquer outro tipo de ocupação, e ele passava horas a fio tentando fazê-la se interessar por algo que antes lhe dava prazer.
Catherine estava consciente desses esforços e, quando mais bem-disposta, tolerava placidamente, apenas demostrando vez por outra sua inutilidade ao suprimir um suspiro, ou recompensando-o com os sorrisos e beijos mais tristes do mundo. Em outros momentos, virava as costas, petulante, e escondia o rosto entre as mãos, ou até mesmo o empurrava para longe, irritada; ele então tratava de deixá-la sozinha, pois tinha certeza de que não lhe fazia bem algum.