O Morro dos Ventos Uivantes

O Morro dos Ventos Uivantes

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A danadinha não apareceu à hora do chá. Um dos viajantes, o galgo, já velho e amante do conforto, voltou, mas nem Cathy, nem o pônei ou os dois perdigueiros eram visíveis onde quer que eu olhasse. Enviei criados à sua procura, nesta e naquela direção, indo por fim eu mesma.

Havia um trabalhador consertando uma cerca ao redor de uma plantação, nos limites da propriedade. Perguntei-lhe se vira a senhorita.

– Vi de manhã – disse ele. – Pediu para eu cortar para ela um galho de aveleira, depois saltou com o pônei a sebe, que é mais baixa ali adiante, e saiu galopando até sumir de vista.

O senhor há de imaginar o que senti ao ouvir aquilo. Ocorreu-me de imediato que devia ter ido a Penistone Crags.

– O que há de ser dela? – exclamei, passando por uma abertura que o homem consertava, e me dirigi diretamente à estrada principal.

Caminhei como se disputasse uma corrida, quilômetro após quilômetro, até uma curva de onde se via Wuthering Heights; mas nada de Catherine, perto ou longe.

Penistone Crags fica a menos de três quilômetros depois da propriedade do sr. Heathcliff – ou seja, a pouco mais de seis quilômetros de Grange, então comecei a temer que a noite caísse antes que eu conseguisse chegar aos penhascos.


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