O Morro dos Ventos Uivantes

O Morro dos Ventos Uivantes

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Cathy gostaria de ter dado uma espiada, mas seu pai a chamou e os dois foram caminhando juntos pelo parque, enquanto eu me apressei para preparar os criados.

– Agora, querida – disse o sr. Linton, dirigindo-se à filha, quando pararam junto aos degraus da frente –, seu primo não é tão forte e alegre quanto você, e perdeu a mãe faz muito pouco tempo, lembre-se; não espere, portanto, que ele comece de imediato a brincar e correr por aí com você. E não o importune falando demais com ele, deixe-o quieto esta noite, pelo menos, está bem?

– Sim, sim, papai – respondeu Catherine. – Mas quero vê-lo, e ele não olhou para fora da carruagem nem uma vez.

A carruagem parou, o menino despertou, e seu tio o pegou e colocou no chão.

– Linton, esta é sua prima Cathy – apresentou ele, juntando as mãozinhas dos dois. – Ela já gosta muito de você. Por favor, não a aflija chorando esta noite. Tente se alegrar, agora; a viagem terminou, e só o que tem a fazer é descansar e se divertir o quanto quiser.

– Então me deixe ir para a cama – pediu o menino, recuando diante do cumprimento de Catherine e levando os dedos aos olhos para enxugar lágrimas que começavam a brotar.


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