O Morro dos Ventos Uivantes
O Morro dos Ventos Uivantes â Vamos, vamos, seja bonzinho â sussurrei, fazendo-o entrar. â VocĂȘ vai fazĂȘ-la chorar tambĂ©m... veja como estĂĄ triste por sua causa.
NĂŁo sei se era por isso, mas a prima botou no rosto uma expressĂŁo tĂŁo triste quanto a dele, e voltou para junto do pai. Os trĂȘs entraram em casa e foram para a biblioteca, onde o chĂĄ tinha sido servido.
Tirei o gorro e o capote de Linton e o levei até uma cadeira junto à mesa; assim que se sentou, porém, o menino recomeçou a chorar. Meu patrão perguntou qual era o problema.
â NĂŁo posso me sentar numa cadeira â soluçou o menino.
â VĂĄ para o sofĂĄ, entĂŁo, e Ellen vai lhe servir um pouco de chĂĄ â respondeu pacientemente o tio.
Ele devia ter feito uma viagem muito cansativa, pude ver, com aquele menino rabugento e enfermiço.
Linton se arrastou lentamente da cadeira atĂ© o sofĂĄ, deitando-se ali. Cathy levou um banquinho e a xĂcara para junto dele.
A princĂpio, ficou sentada em silĂȘncio, mas aquilo nĂŁo tinha como durar: estava decidida a cobrir o primo de mimos, e começou a acariciar seu cabelo, beijar suas bochechas e lhe oferecer chĂĄ em seu pires, como se ele fosse um bebĂȘ, o que agradou a ele, jĂĄ que nĂŁo era muito mais do que isso. Linton enxugou os olhos e abriu o esboço de um sorriso.