O Morro dos Ventos Uivantes
O Morro dos Ventos Uivantes – Ah, ele vai ficar ótimo – disse-me o patrão, após observá-los por um instante. – Vai ficar ótimo, se pudermos ficar com ele, Ellen. A companhia de uma criança da sua idade vai lhe dar novo ânimo em breve, e de tanto desejar recobrar as forças vai acabar conseguindo.
“Sim, se pudermos ficar com ele!”, pensei com meus botões; pressentia, contudo, que não havia muitas esperanças de que isso fosse acontecer. Em seguida, perguntei-me como aquela criança fraca iria viver em Wuthering Heights? Entre seu pai e Hareton, que chances teria de brincar e receber uma boa educação?
Nossas dúvidas logo tiveram um fim – ainda mais cedo do que eu esperava. Eu acabara de levar as crianças para o segundo andar, depois do chá, e de botar Linton para dormir (ele não quis que eu o deixasse antes disso); voltara então lá para baixo e estava junto à mesa no vestíbulo, acendendo uma vela para o sr. Edgar levar para o quarto, quando veio da cozinha uma criada e me informou que Joseph, o criado do sr. Heathcliff, estava à porta e desejava falar com o patrão.
– Vou primeiro perguntar o que ele quer – falei, consideravelmente agitada. – Isto não são horas de incomodar as pessoas, e logo quando acabaram de chegar de uma longa viagem. Não creio que o patrão vá poder recebê-lo.