O Morro dos Ventos Uivantes

O Morro dos Ventos Uivantes

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Joseph entrara pela cozinha enquanto eu falava e agora aparecia no vestíbulo. Usava suas roupas de domingo, e a expressão do rosto era a mais pérfida e azeda. Segurando o chapéu numa das mãos e a bengala na outra, pôs-se a limpar os pés no capacho.

– Boa noite, Joseph – cumprimentei, friamente. – O que o traz aqui esta noite?

– É com o sr. Linton que preciso falar – respondeu ele, com um gesto desdenhoso para que eu saísse do caminho.

– O sr. Linton está indo se deitar; a menos que você tenha algo de especial para lhe dizer, tenho certeza de que não vai querer ouvir a esta hora – continuei. – É melhor se sentar aqui e me transmitir o recado.

– Onde é que é o quarto dele? – insistiu o criado, olhando para a fileira de portas fechadas.

Compreendi que não estava querendo aceitar minha mediação, de modo que, muito relutante, fui até a biblioteca e anunciei o inconveniente visitante, aconselhando meu patrão a mandar que voltasse no dia seguinte.

Mas o sr. Linton não teve tempo de me transmitir essas ordens, pois Joseph estava bem nos meus calcanhares, e, entrando na biblioteca, plantou-se na extremidade da mesa, com os dois punhos cerrados em torno da bengala, e começou a dizer num tom exaltado, como se adivinhasse oposição:


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