O Morro dos Ventos Uivantes
O Morro dos Ventos Uivantes – Você me conhece? – perguntou Heathcliff, constatando que os braços e pernas eram frágeis e fracos.
– Não! – disse Linton, com um olhar de medo vago.
– Mas ouviu falar de mim, suponho?
– Não – respondeu novamente o menino.
– Não? Que vergonha sua mãe nunca ter despertado em você sentimentos pelo pai! Pois fique sabendo que você é meu filho, e que sua mãe era uma cadela imprestável por tê-lo deixado ignorante do tipo de pai que possuía. Não precisa se encolher nem ficar vermelho desse jeito! Embora seja ótimo saber que seu sangue não é branco. Seja bonzinho e vai ter de mim o que quiser. Nelly, pode se sentar se estiver cansada; se não estiver, volte para casa. Imagino que vai contar o que viu e ouviu àquela pessoa insignificante lá em Grange, e esta coisinha não vai sossegar enquanto você estiver por aqui.
– Bem – retruquei –, espero que o senhor trate bem o menino, sr. Heath-cliff, ou não há de tê-lo por muito tempo; ele é tudo o que o senhor tem no mundo em termos de família, lembre-se disso.