O Morro dos Ventos Uivantes
O Morro dos Ventos Uivantes Instalamo-nos o mais confortavelmente possível sob o arco do aparador. Eu acabara de atar nossos aventais, pendurando-os como se fossem uma cortina, quando Joseph entrou, vindo da estrebaria. Arrancou fora meu trabalho, deu-me um tapa na orelha e grasnou:
– O patrão acabou de ser enterrado, o domingo ainda não acabou, e o som do Evangelho ainda está nos seus ouvidos, e os dois aí, de papo para o ar! Que vergonha! Sentados, agora mesmo, seus malcriados! Tanto livro bom para ler! Sentem aí, e pensem nas suas almas!
Ao dizer isso, ele nos obrigou a corrigir nossa posição de tal modo que recebêssemos do fogo distante um pouco de luz fraca, capaz de iluminar as páginas da porcaria que atirou sobre nós.
Eu não consegui suportar aquilo. Peguei meu volume surrado pela capa e joguei no canil, dizendo que odiava bons livros.
Heathcliff atirou o seu no mesmo lugar com um chute.
E aí, foi um escândalo!
– Sr. Hindley – gritou nosso capelão. – Patrão, venha cá! A srta. Cathy arrancou a capa do Elmo da salvação, e Heathcliff enfiou o pé na primeira parte de O caminho para a destruição!14 O senhor não pode deixar os dois se comportarem desse jeito. O velho patrão já teria dado uma boa surra neles, mas ele não está mais entre nós!