O Morro dos Ventos Uivantes

O Morro dos Ventos Uivantes

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Ela pulou para apanhar as preciosas epístolas, mas segurei-as acima da cabeça; Cathy então suplicou, transtornada, que eu as queimasse – que fizesse qualquer coisa menos mostrá-las ao seu pai. E eu, tão inclinada a rir dela quanto a ralhar com ela – pois achava que era tudo bobagem de criança –, acabei cedendo, com uma condição. Perguntei-lhe:

– Se eu concordar em queimá-las, a senhorita me promete de pés juntos que nunca mais vai enviar nem receber uma única carta que seja, nem um livro, pois notei que lhe mandou livros, nem cachos de cabelo, nem anéis, nem brinquedinhos?

– Não trocamos brinquedinhos – exclamou Catherine, o orgulho vencendo a vergonha.

– Nada, então, senhorita? – repeti. – Se não prometer, vou descer agora mesmo.

– Prometo, Ellen! – exclamou ela, agarrando meu vestido. – Ah, jogue-as no fogo, jogue logo!

Mas quando fui abrir espaço na lareira com o atiçador, o sacrifício se mostrou grande demais. Ela suplicou, com sinceridade, que eu poupasse uma ou duas.

– Uma ou duas, Ellen, só para me lembrar de Linton!

Desatei o lenço e comecei a jogá-las no canto da lareira, e a chama subiu numa espiral pela chaminé.


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